Planeg – Planejamento do Negócio

Abrir uma empresa é um sonho que as pessoas, geralmente, acalentam durante vários anos. Muita conversa com amigos e conhecidos, economia de alguns anos, pesquisa, enfim, todos os ingredientes fundamentais para quem de fato tem um tino para o mundo dos negócios.

A primeira grande fase é a de sair de cima do muro. Isto porque o fato de abrir um negócio próprio envolverá um grau de risco maior para a pessoa. Ela, por exemplo, não terá a certeza de poder pagar todos os seus compromissos ou até mesmo de realizar a pretendida retirada mensal na forma de pro-labore. Deste modo, o futuro empresário avalia de modo bastante empírico as variáveis que poderão envolver a sua decisão. Porém, a incerteza será sua eterna companheira.

Intuitivamente, a pessoa nesta fase descobre as vantagens de planejar, porque ela colocará num papel coisas como:

1. Que produtos irei vender;

2. De quem irei comprar;

3. Onde será o local para funcionamento;

4. Em quanto tempo será o retorno do capital;

5. Quem serão os colaboradores;

6. Qual será meu papel na empresa;

7. Quem é o cliente, onde está e o que quer;

8. Qual será a decoração do ambiente;

9. Quem são nossos concorrentes mais fortes;

10. Como poderei vencer neste cenário.

Pode parecer incrível, mas a pessoa nesta etapa consegue ter uma visão muito boa de conjunto. Com o passar do tempo, paradoxalmente, estas mesmas perguntas serão um enigma tão indecifrável que a empresa começará , pouco a pouco, distanciar-se do mercado. Também é interessante notar que, no início, o futuro empresário tem uma idéia clara de que planejamento não é acertamento e sim uma previsão ou probabilidade de algum evento que poderá acontecer.

Pensando exatamente neste tipo de problema, elaborei uma metodologia capaz de fazer com que as empresas possam realizar um planejamento aliando a complexidade com que o mesmo deve conter, com a facilidade e simplicidade que o mesmo era compreendido no início da empresa. Este método é o PLANEG – Planejamento do Negócio – e tem a facilidade de ser adaptado em qualquer empresa, de qualquer ramo e tamanho.

O PLANEG permite que a empresa:

  • Aprimore a sua idéia e conceito, ou seja, há de se discutir qual é o verdadeiro negócio da empresa e se a mesma tem vocação para o mesmo;
  •  Aumente a sua interrelação com clientes e funcionários. Desta maneira, o público externo e interno poderão entender e compreender o porquê das coisas dentro de tal organização;
  • Dedique a maior parte de seu tempo produtivo nas áreas estratégicas e táticas, tal como o mundo moderno exige, e um menor tempo para as atividades rotineiras ou de cunho preponderantemente operacional;
  •  Conheça seu limites na condição de empresa, diminuindo seus riscos de exposição ou de omissão junto ao mercado. Necessariamente, a empresa começará a diminuir a zona de pontos fracos e aumentar a zona de pontos fortes;
  •  Conceitue sua missão e sua visão junto com um grupo de pessoas que representem todos os segmentos da empresa. A idéia de conceituar a missão e visão de uma empresa é infinitamente mais importante do que simplesmente fazer um belo quadro e espalhá-lo por todos os cantos da empresa. A incorporação de tais palavras e a sua efetiva implantação durante os 365 dias do ano é de fato a grande “missão” de uma empresa;
  •  Analise a empresa de forma globalizada e integrada. Não deverá existir aquela velha história do tal “departamento mais importante”. Isto é de fato uma grande tolice, uma vez que todos estão interdependentes;

Talvez, “voltar às origens”, poderá trazer resultados importantes e bastante impactantes na empresa. Haverá um verdadeiro retorno ao tempo em que o cliente ditava e dizia para onde é que a empresa deveria partir, o que deveria comprar, enfim, o cliente era o rei. Passado um pouco esse tempo, infelizmente, o rei vira vassalo e não tem mais importância no conjunto. Frases como “o cliente tem sempre razão”, servem no máximo para enfeitar o saquinho de compras dos “fregueses”. Coitado daquele que levar esse pseudo-lema a sério.

A consequência em desrespeitar essa lei natural do mercado é que a empresa desce a uma velocidade desastrosa e dá uma trombada genial com a verdade: a perda de mercado ou até mesmo o desaparecimento do mercado.

Porém, neste tempo do jogo, não poderemos ser mais inexperientes e tampouco patinar em coisas banais. Contrariar as leis naturais do mercado é simplesmente suicídio no PLANEG. Caso a pessoa queira tentar, será um desperdício de tempo e de dinheiro. Pior, ainda, é imaginar coisas como:

• Cliente somente deseja ver o preço ==> é meia verdade. Cliente quer também preço, porém ele sozinho não convence a todos. Se isso fosse verdade, todas as pessoas prefeririam comer churrasquinho grego do centro da cidade ao invés de pagar um pouco mais por limpeza, atendimento, bem-estar, segurança, comodidade, etc;

 • Conheço muito bem este mercado ==> o fato de se conhecer um mercado também é uma meia verdade. Isto porque quando pensamos que conhecemos ficamos intimidados em fazer perguntas cretinas que podem ser um grande atalho para o sucesso. Um consultor sem paradigmas poderá fazer as tais perguntas cretinas e visualizar uma perspectiva diferente.

Portanto, a chave para uma boa administração do seu negócio está associado aos bons ideais que toda pessoa tinha no passado. Essa verdadeira sessão de regressão (como na psicologia) poderá responder a perguntas até hoje tidas como sem respostas ou até mesmo vistas como tolas ou sem sentido. A opção é sua: resolver ou não resolver, eis a questão.



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