Qual o lucro necessário para sua empresa?
Saber qual o lucro necessário para uma empresa é uma questão de, no mínimo, bom senso empresarial. Embora já tenhamos insistido no ponto da empresa sempre investir num sistema financeiro para tomar decisões com segurança, o que se vê, na prática, é um amontoado de dados sem conexão e que não permitem uma análise mais clássica.
No máximo, as empresas têm um sistema de “juntar dados”. Tecnicamente chamamos este processo por sistemas de informação. O que as empresas necessitam é de um sistema de decisão.
Somente com um sistema voltado totalmente à decisão é que uma empresa pode:
- Medir o tamanho de seu problema;
- Identificar as verdadeiras causas;
- Formar uma equipe para resolver e aprender com o problema;
- Resolver de uma vez por todas o problema.
Para solucionar este caso na vida das empresas brasileiras, existe uma metodologia capaz de conduzir as empresas rumo ao conhecimento real de sua vida financeira. É fundamental incorporar tal pensamento na sua empresa porque é simplesmente impossível caminhar rumo ao crescimento e desenvolvimento do negócio utilizando-se somente de um contas a pagar, contas a receber, fluxo de caixa, etc. Pior ainda são os empresários que teimam em “controlar” os números da empresa no maldito caderninho.
Vejamos o exemplo abaixo sob a ótica do lucro necessário.
Percebemos que, embora a empresa tenha aumentado o lucro de $ 10.000 para $ 17.500 (75%), este valor não foi suficiente para financiar a Δ NCG (variação da necessidade de capital de giro) que foi de $ 19.500. O lucro mínimo necessário para esta empresa deveria ter sido de $ 19.500 e não de $ 17.500. Se a empresa mantiver em todos os meses, por exemplo, este mesmo desempenho financeiro, estará sugando do caixa, em cada mês, $ 2.000. Por isso é que muitas empresas beiram à loucura quando começam a examinar seus números, pois não entendem que as finanças são dinâmicas e não estáticas.
Não por acaso as empresas estão se sentindo mais problemas financeiros que antes. As margens de lucro, por exemplo, estão literalmente despencando. Num recente estudo preparado para uma empresa, verificaram-se os seguintes resultados. De 2007 a 2009 (eram os dados disponíveis) as vendas aumentaram 2,79% (de R$ 272,70 milhões para R$ 280,30 milhões) contra uma queda assustadora da margem de lucro de 46,03%.
E na sua empresa, como continua sendo realizado:
- O custo fixo e variável;
- A formação dos preços das mercadorias;
- As margens de lucro;
- Os valores aplicados em estoques;
- Os volumes vendidos;
- Os prazos de pagamentos e recebimentos;
- O endividamento geral e o bancário.
De duas uma: ou as empresas se conscientizam que seu problema é gravíssimo se não possuírem um sistema de decisão financeira ou, simplesmente, continuarão num vôo cego rumo ao abismo.
O mundo globalizado e competitivo atual não deixará que a incompetência de gerir as finanças passe incólume. Pelo contrário, tal atitude levará a empresa a um processo continuado de perda de valor e consequências mais graves poderão surgir.
Estes programas de qualidade e de normatização da qualidade não passam de quimeras e de “enfeites de árvore de natal”, quando na verdade as empresas estão precisando de um choque profundo de conhecimento para enfrentarem, com pé de igualdade, seus concorrentes mundiais.
Hoje, mais que nunca, a frase “pensar globalmente, agir localmente” possui um significado ímpar. Neste sentido, pense globalmente. Os concorrentes do resto do mundo têm sistemas fortes de decisão financeira, e você ? Se não tiver, aja localmente; isto é, desenvolva um em sua empresa.
O lucro necessário é aquele baseado numa série de informações de decisão financeira. O custo da não-implantação de um sistema poderá ser fatal: a eliminação da empresa!
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