A Novela dos Dividendos da Eletrobrás
Com a proposta da retirada da Petrobras e da Eletrobras para fins de cômputo do superávit primário, finalmente, após um período de 30 anos, a novela dos dividendos da Eletrobras parecem que chegarão a um final. A repercursão da notícia provocou um aumento recorde da ação hoje (22/01/2010) de 11,1% e atingindo a cotação de R$ 35,19 sob a expectativa do pagamento de dividendos estimados em R$ 10,3 bilhões.
A ideia da da retirada da estatal, que está sendo estudado pelos ministérios das Minas e Energia e Planejamento, tem mais ligação com as ambições políticas do Planalto do que de fato com a lógica do mercado. Isso porque a grande meta do governo é a inauguração do maior número possível de obras e tentar vincular esse sucesso no curriculum da ministra Dilma.
Mas o mercado é objetivo: está mesmo interessado na solução dos dividendos. Até mesmo um fato de relevância maior, e de caráter estrutural, não provocou tanto apetite e atenção dos investidores: a aquisição por parte da Brasken (Grupo Odebrecht) da também petroquímica Quattor transformou a nova empresa na oitava potência mundial e a número 1 das Américas. Resultado ? Bem, a Brasken amargou uma queda de 2,3%.
Talvez o mercado financeiro imite a arte: nada mais comovente como o fim de uma novela.
Quer saber mais sobre este assunto ? Pois leia amanhã a minha colaboração à reportagem que o DCI apresentará.
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