SIREVE (Sistema de Remuneração de Equipe de Vendas): Um novo paradigma para as empresas – Parte II
Os objetivos da empresa muitas vezes não são atingidos em função da existência de sistemas de remuneração inadequados.
No campo de vendas, isto fica mais aparente. Há casos onde a remuneração que se paga a vendedores é baixa. Dessa maneira, os indivíduos que, por ventura, vierem a trabalhar na organização não irão cumprir fielmente as metas preestabelecidas. Parte-se, então, para treinamentos da equipe. Sempre enfocando a forma, e não o conteúdo, a grande parte dos treinamentos de vendas existentes é muito superficial, beirando ao ridículo na grande parte dos casos, não atingindo o verdadeiro motivo que leva ou não as pessoas a trabalharem. É uma tentativa, na maioria frustrada, de “elevar o moral” da equipe via “massageadores de ego”. São eventos aviltantes, sem valor moral e muito menos científicos, tangenciam o escárnio e provocam efeito de 36 horas de sorrisos amarelos, ridicularização das pessoas e motivação efervescente.
A missão, a visão, o planejamento estratégico, o planejamento de marketing e de vendas, quando existem, parecem peças separadas, quando são indissolúveis do processo. Entretanto, poucas são as empresas que desdobram para erguer de forma estruturada, com fortes alicerces, sua área comercial; infelizmente. E que não se culpe os gestores comerciais. Eles são mais vítimas que autores desse cenário, até porque são subordinados à cultura da organização que trabalham.
Há vários estilos de gestão, todavia, a administração participativa colabora bastante com a criação de um ambiente favorável para a discussão das verdadeiras causas que levam as pessoas a saírem de suas casas e lutarem em nome de uma marca, seja ela qual for. Ademais, poderá ser a gestão participativa a grande alavanca, se usada adequadamente, para promover uma melhoria significativa nos resultados da empresa.
Quando há participação no processo decisório, as pessoas podem colocar suas idéias e colaborações como elementos de uma política comercial. Naturalmente, ocorre a personificação do comprometimento, ou seja, o objetivo passa a ser da pessoa e não uma abstração qualquer. O objetivo é do Manoel, João ou Paulo. Cada pessoa se enxerga na construção dos objetivos e esta é a “grande mágica”. Caso se admita o inverso, faça uma mera pergunta: alguém, em sã consciência, irá se comprometer com um objetivo com o qual não construiu e não participou ? Com esse processo em andamento, imediatamente acontecerá a prática, que é a transformação das idéias em metas via um Plano de Ação e a perseguição de resultados, que fecha o círculo virtuoso. Infelizmente, enquanto as empresas não se derem conta de criarem o “círculo virtuoso”, permanecerão no lamentável “círculo vicioso”.
Abaixo, há um esquema da idéia, a qual poderemos chamá-la dos quatro P’s do círculo virtuoso.
OS 4 P’S do Círculo Virtuoso
• Participação
• Personificação do Comprometimento
• Prática
• Perseguição de Resultados
Na verdade, as empresas devem aprofundar mais a discussão com relação às idéias desenvolvidas e fundamentadas em Marketing e Finanças.
A grande parte das pessoas que trabalha na área comercial de uma empresa, ou ganham muito bem ou muito mal. Como a grande parte dos ganhos provenientes destes funcionários é via comissão, e esta por sua vez segue em sintonia com uma política de marketing-mix da empresa, temos aí o círculo vicioso completo:
Círculo Vicioso
Marketing Fraco → Produtos Fracos → Vendas Fracas → Comissões Baixas → Equipe de Vendas Fraca.
Porém, temos que, sem ser redundantes, começar pelo começo ! Aliás, isto longe de ser uma brincadeira é uma afirmação das mais verdadeiras e positivas no sentido de fazer as coisas corretamente. Geralmente, quando se vai construir uma casa, começamos pelo alicerce e somente depois colocamos as paredes e telhados.
Talvez o erro primário das empresas no Brasil que brincam de marketing seja inverter a ordem natural das coisas: começa-se a casa pelo telhado, às vezes até pela decoração !
Nessa analogia, o nosso alicerce vem a ser a discussão mais importante de qualquer empresa. Seja qual for o tamanho, o ramo ou até mesmo as crenças ou filosofia interna da empresa, uma questão inicial deverá ser respondida: Qual a missão de nossa empresa ? No próximo texto vamos discutir esse assunto.
Dissemine conhecimento! Compartilhe:
Indique! Envie esse conteúdo por e-mail para um amigo!











