Por que os funcionários não fazem o que a chefia deseja?

Na maioria das empresas, as chefias, que normalmente são os próprios donos do negócio, têm pouco tempo para ensinar os serviços para os novos funcionários. Normalmente, fazem de modo atropelado, implicando em falhas de informações e execução.

Isto acarreta inúmeras demissões, muitas vezes injustas, onde o principal culpado desta história é a própria chefia que acaba de assinar a rescisão.

Quando um funcionário não está trabalhando devidamente, fora dos padrões eserados, porém desconhecidos, devemos analisar as possíveis causas como:

Falta de motivação: Motivação significa motivo + ação. Em outras palavras, isto significa o seguinte: para se fazer uma determinada ação, é fundamental existir um motivo. Por exemplo, quando se tem fome é necessário comer. Motivo: fome; ação: comer. Da mesma maneira, as pessoas trabalham (ação) por diversos motivos. O mais adequado seria as pessoas trabalharem com entusiasmo, alegria, dedicação e autoconfiança. Lamentavelmente, o que se observa na grande parte das empresas são motivos bem diversos dos descritos anteriormente. Trabalha-se para “ganhar dinheiro”, “pagar as contas”, “comprar uma casa”, entre outros exemplos. Notamos, portanto, que devido à estrutura sócio-econômica brasileira os motivos são bem mais primários e essenciais. Talvez um pequeno número de executivos bem-sucedidos possa encaixar-se no espectro desejado;

Amizades : O homem é por excelência um ser social. Somente os loucos de toda sorte podem “viver” num ambiente sem companheirismo. No ambiente de trabalho, no que se refere a colegas, existem empresas que devido a uma falta de organização tornam o dia a dia dos funcionários uma verdadeira guerra. Exemplo: precisa-se de uma caneta para anotar um recado, e não se encontra nenhuma; precisa-se de clips ou grampos para o grampeador e não há ambos; recebe-se recados que não são transmitidos; recebe-se ordens de várias pessoas ao mesmo tempo sem o grau de prioridade das tarefas e, assim por diante. Isto acaba transformando um funcionário motivado em irritado. E existe aquele chefe que adora ” ver o circo pegar fogo ” e coloca um funcionário contra um outro, numa atitude sem nenhuma criatividade e repugnante do ponto de vista ético e moral;

Falta de reconhecimento : Existem chefes e chefes. Um, é o verdadeiro, e sabe que a maior qualidade que deve possuir é o entendimento das pessoas por ele dirigidas; o outro é aquele que o dia inteiro tem que repetir: ” Eu sou o chefe ! “, talvez para ele mesmo acreditar. Não raramente veste-se como chefe e até manda confeccionar cartões de visita, carimbo e uma placa na mesa indicando seu nome e seu posto na organização. Na maioria das vezes o nome do cargo reluz mais que seu próprio nome. Só lhe falta um detalhe: pensar como chefe ! Infelizmente esse penduricalho não está à venda nos shopping centers da cidade ou em lojas de departamentos especializadas. Pensar como chefe requer, acima de tudo, estar preparado para a vida adulta. Ser equilibrado emocionalmente, ponderado, organizado, compreensivo, elogiar quando for preciso e repreender (sem as baixarias de praxe) também quando for necessário, fazem parte de um perfil mínimo de um chefe;

Macaco : Existe um ditado que reza o seguinte: “cada macaco no seu galho”. O que mais se nota, também, nas empresas é encontrar macacos nadando e jacarés tentando pular de galho em galho. O erro é de quem os colocou nestes lugares. Claro que o Brasil é um país livre e as pessoas também o são. Mas, como já disse, em virtude de problemas sócio-econômicos as pessoas acabam aceitando o cargo, o salário, a empresa e o chefe. Nos primeiros dias tudo vai mais o menos. Depois, o negócio escancara ladeira abaixo. A pessoa na verdade está se violentando e não percebe. Talvez ela seria mais feliz noutro lugar, com outro cargo, realizando atividades extremamente diferentes das que ela já fez até então;

Fofocas : Não há como negar a eficiência da Rádio-Peão, nome dado pelos próprios funcionários ao movimento de informações que circulam numa empresa. Ela lembra aquela brincadeira infantil do telefone sem fio. Sabemos como há variações da informação inicial até chegar ao receptor final. Um exemplo prático foi numa empresa que resolveu adotar o crachá como identidade funcional para as pessoas da produção e administração. Os visitantes receberiam um distinto e com a inscrição: visitante. A Rádio-Peão captou esta informação, provavelmente por alguma “parabólica” instalada na reunião. Uma hora depois, um início de um motim e greve já estavam armados. A informação que chegou no final foi a seguinte: A diretoria queria fazer um recadastramento de todos os funcionários, tirar todas as informações necessárias e demitir aqueles que não estivessem de acordo com os novos padrões. Os que restariam ganhariam um crachá. Nesta hora há que se manter a calma e explicar tantas quantas forem as vezes para que a mensagem seja equacionada e devidamente entendida por todos de uma única maneira. Dúvidas, geram desconfiança, e desconfiança, gera desconforto e alteração do estado de ânimo e equilíbrio emocional das pessoas. Não pode restar pedra sobre pedra ;

Experiência: Esse foi um dos requisitos mais solicitados e perseguidos pelas empresas quando da escolha de um novo profissional para um cargo. A grande desvantagem da experiência é que seu sustentáculo está calcado em ações e fatos pretéritos. Com as mudanças sendo cada vez mais constantes e ocorrendo num período cada vez mais estreito tudo o que se sabe no mundo empresarial sobre o passado, cada vez mais, tem menos importância. O que vale é principalmente o entendimento do momento presente e, fundamentalmente, a visão sobre o futuro. Adequar a empresa para enfrentar os próximos anos é uma tarefa que requer pouca experiência e muito mais sensibilidade para entendimento do momento atual e sua perspectiva sob o ângulo da empresa que trabalha. Atualmente, a mudança tornou-se uma normalidade, e não assusta mais como outrora.

Vale a pena verificar agora a quantas anda o clima organizacional de sua empresa. Somente poderá existir uma empresa com pujança e disposta a enfrentar o mercado, que será cada vez mais competitivo e dinâmico, se esta mantiver um quadro de colaboradores que, efetivamente, vistam a camisa da empresa. Não é uma tarefa fácil, mas também não é nenhum bicho de sete cabeças.

A primeira coisa a fazer é a seguinte: querer mudar. Este querer não pode ser momentâneo, efêmero ou passageiro. Tem que estar alicerçado na consciência do empresário e saltar da mais pura de suas vontades e anseios para com sua empresa.

Lembre-se de que as pessoas são o maior patrimônio que uma empresa pode ter. Isto não é apenas uma frase bonitinha para ser colocada no quadro de avisos da empresa ou saltada num discurso de improviso. Ele representa a verdadeira essência do verdadeiro espírito empresarial. Não por mera aparência para dar o ar de bonzinho. Vivemos num mundo capitalista onde as relações econômicas são bem definidas entre os agentes participantes. Logo, aquele que possui uma empresa (o capitalista) irá querer que esta cresça, prospere e gere cada vez mais lucros. Como conseguir isto de maneira eficiente ? Somente usando de muita criatividade. Esse atributo está contido num ser chamado: HUMANO.



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Comentários

Um Comentário para “Por que os funcionários não fazem o que a chefia deseja?”
  1. Grupo Martins Maciel disse:

    No GMM (Grupo Martins Maciel) os funcionários são bem tratados tem seu momento de descanço e com esses tipos de açoes deixam a empresa mais forte e mais lucrativas

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