A Real Face de uma Empresa

Atualmente, não existe tema mais “batido” que este de se falar a respeito da empresa do próximo século, da próxima década, a empresa do futuro, etc. Pouca coisa boa realmente li a respeito deste tema tão prolixo.

De uma coisa, pelo menos, todos, sem exceção, estão de acordo: o modo ou a maneira como se irá administrar a empresa daqui para diante vai ser muito diferente de tudo o que até então conhecemos sobre este assunto.

Parece uma conclusão óbvia ? Pois é mesmo ! O absurdo é que poucas pessoas conseguem enxergar o óbvio e, ato contínuo, praticá-lo. Aliás, colocar em prática as tais obviedades é coisa para gênio, não para pessoas normais.

As medidas de cunho financeiro, de marketing, de recursos humanos e de planejamento (variáveis sobre as quais a empresa possui algum tipo de controle) passarão por uma reviravolta de conceitos e de possibilidades. Isso porque, por óbvio, as empresas tenderão a perder o controle sobre tudo o que se pôde controlar até aqui.

Como disse Michael Hammer em seu livro “Reengenharia”, as empresas atuais pretendem entrar no ano 2.000 com estruturas e pensamentos que foram concebidos para as empresas do século passado ! E já estamos com uma década após 2.000 e, pasmem, grande parte das empresas ainda são administradas como se o tempo tivesse parado em 1.970.

O leitor pode verificar, portanto, que não será uma questão de gosto pessoal do empresário, ou espírito de equipe de trabalho, ou qualquer outra coisa bonita que se queira falar para “melhorar um pouquinho” a empresa. Agora será por uma força invisível, porém fortíssima, é que irá apenas alertar os mais atentos sobre sua necessidade de mudança de procedimentos.

Infelizmente, tenho ouvido até de pessoas com experiência e boa formação que este cenário jamais irá se concretizar no Brasil. Para esses míopes, basta ver um exemplo banal: o fenômeno da informatização dos lares e acesso a um mundo até então desconhecido: a estrada da informação planetária. Hoje podemos comprar bens e serviços com um simples click no celular, notebook e demais equipamentos que surgem a cada instante.

Então, esses míopes dizem que isso não faz parte do mundo das empresas brasileiras, que a cultura é assim ou assada. Pura balela e falta do que fazer e falar.

Basicamente, o problema consiste em como fazer tudo isto dar certo num prazo exíguo e encaixar essa transformação nas organizações com o menor custo possível e com rapidez.

Pensei em alguns pontos que poderão auxiliá-lo para começar a diagnosticar os fatos e traçar um plano de ação para sua empresa.

Profissionalismo: Como esse item é tratado na sua empresa ? De que maneira as pessoas que estão trabalhando em sua empresa entraram para o quadro ? Será que elas sabem exatamente o que fazem e o porquê estão fazendo ?

Negócio: Qual é o negócio de sua empresa ? Qual a fronteira máxima que se pode atingir nos próximos meses ? O que fazer quando chegar lá ? Existe um plano que oriente o rumo para adentrar na nova estrada ? E se alguma variável der errado, existe um plano alternativo ? O que ocorre quando acontecem mudanças no cenário político-econômico ?

Crescimento: Normalmente o que vejo pelo mercado são empresários ansiosos em sair de uma situação difícil de endividamento com bancos, ou com problemas sobre como fazer para vender mais, enfim, coisas para o aqui e agora. Na verdade, estes problemas com um pouco de talento e informação, são fáceis de serem resolvidos. O difícil mesmo, diria raridade, é encontrar um empresário que queira um auxílio para traçar um plano de crescimento sólido e consistente para sua empresa;

Competitividade: Num futuro mais hostil e com um propósito claro de ser competitivo em escala mundial, não existe espaço para empresas que não assimilem e gerenciem o conceito de risco e de excelência em qualidade para o seu cliente. Estes dois atributos, risco e excelência em qualidade, serão os balizadores de quem permanecerá na disputa pelo cliente. Que fique bem claro: nenhuma empresa cresce e se torna competitiva sem despender investimentos para esse objetivo;

Parceria: O que você entende por parceria ? O verdadeiro valor de uma parceria somente é sentido num momento mágico: a primeira dificuldade e as subsequentes. Quando uma empresa “pisa na bola” com seu parceiro, o outro só terá uma certeza: essa empresa não está adequada para ser nossa parceira. Nesse mundo globalizado, não será difícil encontrar outra.

A conclusão que se pode chegar é que nestes próximos meses um verdadeiro furacão de mudanças começará a inundar com uma rapidez absurda nossos olhos. Mudanças de paradigmas até então vistos como intocáveis cederão lugar para posições mais maduras e profissionais.

Portanto, mude e busque ajuda profissional para isso.



Dissemine conhecimento! Compartilhe:

                            Indique! Envie esse conteúdo por e-mail para um amigo! Indique! Envie esse conteúdo por e-mail para um amigo!
  • Twitter
  • del.icio.us
  • Technorati
  • Rec6
  • Ueba
  • dihitt
  • Netvibes
  • Reddit
  • Digg
  • LinkedIn
  • Facebook
  • MySpace
  • Yahoo! Buzz
  • Yahoo! Bookmarks
  • DoMelhor
  • StumbleUpon
  • Mixx
  • Google Bookmarks
  • Sphinn
  • Blogplay
  • blogmarks
  • digacultura
  • Diigo
  • DZone
  • FriendFeed
  • LinkaGoGo
  • LinkArena
  • linkk
  • NewsVine
  • Slashdot
  • Socialogs
  • Upnews
  • Webride





Trackbacks

Deixe o seu Comentário