Acelerar é preciso
Já sabemos quantas oportunidades o Brasil deixou de colher e, cada vez mais, enveredou por caminhos contrários ao movimento do mundo. Ainda que a NewsWeek e a mídia internacional venham a dar uma cobertura parcial a respeito da economia e da gestão pública brasileira, o fato é que ainda há uma estrada enorme a percorrer.
O Brasil não pode mais dar-se o luxo de perder este que talvez seja o último bonde que nos possa conduzir rumo a um país mais viável em todos os campos. Verdade seja bem escrita: caminhamos bastante, haja vista o atraso que nos amarrava. Os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso foram importantes a fim de começar os primeitos movimentos no sentido de modernizar as estruturas arcaicas e anacrônicas. Infelizmente, os dois mandatos de Lula não correm na mesma velocidade e tampouco foram realizadas as reformas que colocariam o país na rota das economias mais pujantes. Tal esforço seria compensado com um conjunto de benefícios para a população em geral e, principalmente, para a mais carente, tirando-a do clientelismo de políticas assistencialistas e conduzindo cada cidadão para sua emancipação política, social e econômica. É missão do Estado moderno colocar o maior número possível de cidadãos na esteira da emancipação, dirigir cautelosamente as regras de convivência e regulamentar as relações de troca, consumo e propriedade. Comparativamente, o Estado é um grande veículo que só pode ter uma direção: seguir em frente.
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