Impotência Empresarial
Muitos empresários continuam buscando a cura milagrosa dos problemas empresariais. Talvez se surgisse um corporate viagra, muitos problemas de impotência empresarial poderiam ser solucionados, ainda que momentaneamente. Não há o elixir da longa vida empresarial também. Ou seja, nem para a vida cotidiana e muito menos para a vida eterna há alguma panaceia, um remédio para todos os males. O que há em gestão é a dedicação ao estudo dos fenômenos e sua correta interpretação, tentando separar causa e efeito.
Entretanto, muitos nos perguntam:
- Qual a margem de lucro boa para minha empresa ?
- Quanto a folha de pagamento deve representar do faturamento ?
- Como motivar meus funcionários ?
- Como vender mais nos tempos de crise ?
- Qual o markup que o comércio utiliza hoje ?
- Quanto a propaganda deve representar do faturamento ?
- É preciso mesmo planejar ?
De quando em quando, algum “maluco irresponsável” sai dizendo por aí uma porção de bobagens. Baseado nestas pseudo-afirmações, os empresários passam a querer administrar seu negócio baseado em asneiras. Não precisa ser um gênio para saber no que vai dar uma empresa gerida desta forma, não é ?
Parece que a lógica é a da propaganda nazista, onde, a mentira repetida diversas vezes com voz forte e com convicção, tornava-se uma “verdade” !
Vivemos neste mundo surrealista onde encontramos algumas personagens:
• Empresário – Em geral, a grande vítima das engrenagens montadas por ele mesmo e por aqueles que o cercam. Quando se observa do alto as maluquices realizadas dentro de uma empresa típica brasileira, a diversão é certa. O mais inacreditável é que todo o cenário é montado pelo nosso protagonista. Piada ? Que nada, realidade !
• Funcionários – Infelizmente, a cena do filme na qual entram estes atores tem sido de pouca pompa e importância. Destreinados, mal preparados, inabilitados para levar a empresa de um ponto a outro, premidos por uma porção de dirigentes sindicais que ainda acreditam no comunismo, estes pobres cidadãos estão cada dia mais aflitos;
• Dublê de Consultor – Geralmente falando grosso e com a solução do problema na ponta da língua, estes indivíduos aparecem de repente, estraçalham uma empresa que já estava frágil e se arranca com o seu dinheiro garantido. Nenhum compromisso firmado com o cliente, estas personagens só estão servindo para deixar mais confuso o ambiente;
• Governo – É o “sócio” sem risco das empresas ! Seu compromisso é de arrecadar o máximo possível para fazer uma série de coisas para a sociedade. Porém, na prática, a teoria é outra. Inacreditavelmente, é mais fácil o governo dar auxílio generoso a uma multinacional bilionária, que promete gerar 300 ou 400 empregos, a liberar um mísero milhão para salvar uma empresa que já emprega 1.000 pessoas. Coisas do Brasil …
Há uma verdadeira impotência empresarial no Brasil. Nunca se viu homens da indústria e do comércio, com tanto desânimo como se vê agora. Parece mesmo que o fim dos tempos da empresa brasileira já chegou para muitos.
Por onde passo é só pessimismo, descrédito, medo, incerteza e a falta de vontade e criatividade para mudar a realidade que se desenha. É bom lembrar que ninguém poderá mudar a realidade de uma pessoa ou de uma empresa sem a crença de que isso seja possível. Temos de relembrar o processo de mudança que tratamos em assuntos anteriores:
CONSCIÊNCIA ==> ATITUDES ==> AÇÃO
Não basta apenas mudar a consciência, temos de partir para a ação ! Porém, entre uma coisa e outra há de ocorrer a mudança de atitudes. Elas poderão ser feitas por você mesmo ou com o auxílio de um especialista. Somente lembre-se que, com o tal elixir da felicidade, alguns incautos que se auto-receitaram morreram !
Dentre as principais mudanças de atitudes que são necessárias para sair do atual marasmo que as empresas se encontram, pode-se elencar da seguinte maneira:
1. Velocidade frente à concorrência para ganhar mercado;
2. Informação para tomar decisões com segurança e sem achismo;
3. Aplicação da inteligência nos negócios para ser líder absoluto em seu nicho;
4. Garra e determinação da equipe de funcionários;
5. Realização de objetivos e metas comuns e fim da era do individualismo;
6. Ampliação da visão de futuro da empresa e construção da ponte para o sucesso.
As fichas, ou seriam pílulas, estão sobre a mesa. Se a empresa necessitar ser diferente em seu segmento, conquistar e encantar clientes, ganhar muito dinheiro e ser respeitada (para não dizer invejada) pela concorrência, mas suas reservas estão baixas; então, é melhor recarregá-las.
Faça isso ainda hoje. Para que se furtar a este maravilhoso prazer ?
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